12 de fev. de 2009

revertidas em miragens
as vontades se repelem
em ímas negativos
coagidos por forças
tão renitentes

te vejo assim contido
oprimindo o que é livre
e de tanto se omitir
que o alívio se redime
em sofrer novamente
por suave compressão

Numa só armadilha
de vetor
indecifravel
teu camínho tão afável
do ermitão pacificando

10 de fev. de 2009

Neste canto pra mim distante
tantos cantos me trazem de volta
ao lugar de onde nunca saí
em pensamento

Pois minha morada já mudou
quis ser o que não era
quis pintar-se de cinza
pra melhorar

Esse canto que me acolhe
põe o pensamento no lugar
convida a prudência
traz a paz pra residir

quem me dera levar em pensamento
talvez coubesse num bolso
toda paz que conquistei
o verde que olhei
quero aqui sempre ficar

5 de fev. de 2009


Eu desabafei porque me vi tão cansada
talvez por causa da longa rua
que mostrava sempre crua
a passagem do tempo avançada

De quando em quando tropeçava
E no caminho logo se via
pedra,tronco e lata vazia
que triste era a tal jornada

no desabafo surpresa revi de tudo
Abri sem cuidado um baú todo atrolhado
de tanta prosa pra todo lado ficou mudo

fechei o mesmo com tudo dentro amassado
soquei de volta pra dentro o conteúdo
pra esquecer o bafo desabado
Tudo torto

Torporizado dança
dando risada
rivalizando o resto
restituindo a falta
falsificando a verdade
vertendo pra conter
contando causos
na calma como quem estremece

Estressa a alma
Almeja mas não tem
e teima em pedir
peca em omitir
honestamente acho
o achado mais recente
reside em mim
minimiza mas não some
somente aluga
um espaço
expressivo
vivo ou morto
move à mil
milagrosamente
torto

2 de fev. de 2009

Ela era Polyana das brabas.
Não lia nas entrelinhas e
costurava e bordava como ninguém.
Não pintava porque não sabia.
Ironia ela não traduzia pois esse idioma ainda não falava.
Acho que nunca ia falar...

Como é doce seu mundo cor-de-rosa
que roda paralelo ao todo
É azul o pensamento
é verde a perspectiva
é pura!

Vê o que quer
vive o que acha
enxerga e filtra como quer!

Oxalá ela encontre no caminho
uma armadura pesada que proteja seu peito
um escudo firme
e uma chave que abra
quando necessário

talvez ela ensine algo
talvez ela veja o que
a gente não quer ver
e quem sabe então ela não precise
carregar grande fardo...