Gavetinhas cheias de papéis soltos e em cada papel, letras agrupadas sem ordem
21 de set. de 2009
crescer aparecer enrugar calejar sorrir parir cuidar vigiar conduzir acreditar viver meditar não deixe que isso passe apenas por ti
8 de set. de 2009
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28 de ago. de 2009
Os fósseis expostos No museu da mente esperam meu desfile visito cada obra entre náuseas e saudades Em êxtase desvio de dinossauros minúsculos tortas galerias Mas sei que na rua tranquilas alamedas bichos ao sol me esperam lagarteando
O Apreço é palavra perdida no tempo Moeda que perdeu valor Papel rasgado Apreço apagado Esperança do tolo Quem acredita nos outros Crê no apreço quem espera não alcança
30 de jun. de 2009
Um sopro de vida restou no olhar pálido A ira do leão calada de veneno dorme Saudosos estão os oprimidos de toda energia Tristes oprimidos choram a falta e sentem a dor da calma
Tudo aparece de novo o contexto paralisante revestindo o medo toca as vísceras transformando seres em pedra pedras amedrontadas mortas
É tudo vento e passageiro ventou sumiu num desenho que se formou na duna e fez paisagem Tudo iludiu quem pensava que era imutável O eterno é paisagem de ontem