28 de ago. de 2009

Os fósseis expostos
No museu da mente
esperam meu desfile
visito cada obra
entre náuseas e saudades
Em êxtase desvio
de dinossauros minúsculos
tortas galerias
Mas sei que na rua
tranquilas alamedas
bichos ao sol
me esperam
lagarteando
O Apreço é palavra perdida no tempo
Moeda que perdeu valor
Papel rasgado
Apreço apagado
Esperança do tolo
Quem acredita nos outros
Crê no apreço
quem espera não alcança

30 de jun. de 2009

Um sopro de vida
restou no olhar
pálido
A ira do leão calada
de veneno
dorme
Saudosos estão os oprimidos
de toda energia
Tristes oprimidos
choram a falta
e sentem
a dor da calma
Tudo aparece de novo
o contexto paralisante
revestindo o medo
toca as vísceras
transformando seres em pedra
pedras amedrontadas
mortas
É tudo vento
e passageiro
ventou
sumiu
num desenho
que se formou na duna
e fez paisagem
Tudo iludiu quem pensava
que era imutável
O eterno
é paisagem
de ontem

26 de mai. de 2009

Qual a necessidade disso tudo?
Pra que tudo isso?
Onde foi parar?
Tão veloz?
Que tal menos?
Que tal pouco?
Mais profundo?
Intenso?
Pouco muito
Muito pouco?
Me dê a colher!
Preciso da medida!
Agora!!!

28 de abr. de 2009

é tudo tão simples
como um jogo de pingpong
mas não precisava ser assim
amar é de graça
nunca custou um tostão
mas custa caro
uma energia que ninguém sabe dar
querem tudo de volta
pois investiram pesado
que coisa injusta essa
se fosse de graça
muito seria dado
sem esperar tanto de volta