30 de jun. de 2009

Um sopro de vida
restou no olhar
pálido
A ira do leão calada
de veneno
dorme
Saudosos estão os oprimidos
de toda energia
Tristes oprimidos
choram a falta
e sentem
a dor da calma
Tudo aparece de novo
o contexto paralisante
revestindo o medo
toca as vísceras
transformando seres em pedra
pedras amedrontadas
mortas
É tudo vento
e passageiro
ventou
sumiu
num desenho
que se formou na duna
e fez paisagem
Tudo iludiu quem pensava
que era imutável
O eterno
é paisagem
de ontem